3 passos para a empresa transformar a crise em oportunidade

Antecipar os passos sempre foi fator determinante entre o sucesso e o fracasso de qualquer negócio. Atualmente, vivemos um período na história onde a preparação e a cautela nunca foram testados em um cenário com tão pouca previsibilidade, e para que as empresas consigam tomar as decisões certas diante de sua equipe e sociedade, é preciso olhar para frente, estabelecendo as diretrizes certas, para que os desafios sejam enfrentados com reflexão e resiliência.

Com isso em mente, elaborei uma lista de 3 ações para que sua empresa possa aproveitar esse momento de crise para estabelecer novas metas a pequeno, médio e longo prazo, e assim atravessar esse momento da forma menos prejudicial.

 

1ª passo:
EXAMINAR TODA POLÍTICA DE APOIO OFERECIDA PELO PODER PÚBLICO

Diante da crise, o poder público necessariamente assume um papel mais intervencionista, impondo regulamentações e limitações, ao mesmo tempo que gera oportunidades e planos de recuperação para todo tipo de empresa. Mais do que nunca, é hora de consumir todas as notícias relacionadas à política de apoio governamental para as empresas, que podem ser diversas, mas geralmente se apoiam em 3 grandes pilares de interesse ao empresário:

1) Preservação de empregos: é dever do estado zelar pela manutenção de empregos, e em períodos emergenciais são adotadas medidas extremas quando necessário, como no caso da pandemia em que a sociedade se encontra;

2) Subvenção Tributária: espera-se que em tempos de crise o governo reduza ou isente a carga tributária de produtos essenciais para o combate aos efeitos da calamidade. No caso do Coronavírus, os insumos para saúde, produtos de higiene e cesta básica merecem atenção especial, porém não são somente itens essenciais que recebem algum tipo de benefício. O governo anunciou a suspensão de execuções fiscais, além da postergação do vencimento de diversos tributos.

3) Novas linhas de créditos: para fomentar a economia tão castigada pelo agente nocivo, o governo se vê obrigado a instituir linhas de créditos contingenciais, com acesso e condições facilitadas. Caixa e Banco do Brasil, por exemplo, já anunciaram a liberação de quase R$ 100 bilhões para capital de giro; além disso, praticamente todos os bancos de primeira linha que operam no Brasil prorrogaram em 60 dias os vencimentos pré-existentes, conforme anunciado pela FEBRABAN.

 

2ª passo:
CRIAR UM PLANO DE CONTINGÊNCIAS

É impossível prever com exatidão o tempo que a situação emergencial durará, ou como a economia se comportará depois dela. Para as empresas que não tinham um plano de gestão de riscos, ou para as que tinham um plano pouco eficiente para enfrentar a materialização das contingências, faz-se necessário considerar diversos cenários, como a duração deste estado do que as reservas aguentem, ou mesmo a demora no processo de homeostase do setor da economia que a empresa opere.

Algumas empresas já começaram a ativar planos de contingência e surpreenderam-se positivamente, seja começando um delivery, focando em produtos cuja demanda tenha aumentado, ou inscrevendo seus colaboradores ociosos em programas de capacitação. Algo precisa ser feito, caso todas as expectativas positivas quanto às externalidades sejam frustradas.

 

3º PASSO:
AUTOCONHECIMENTO E CONHECIMENTO DE MERCADO

As empresas precisam aproveitar o momento adverso para se conhecer. Entender fraquezas como falta rápida de caixa; qual o motivo em ser dispensado primeiro; porque sua operação não está em situação tão crítica quanto ao do concorrente; quais forças ainda mantém a continuidade das vendas; e até mesmo o que manteve a motivação da equipe.

Além disso, é importantíssimo que as instituições fiquem atentas ao mercado e percebam ameaças e oportunidades, monitorando eventos relevantes que indicarão as tendências de demandas para produtos e serviços, inclusive orientando como é possível vender de forma mais barata, já que a procura por redução de custos será uma certeza.

Esse conhecimento é importantíssimo para que a empresa possa ser resiliente, e recupere perdas rapidamente, ou mesmo se fortaleça durante o período de crise.

 

Por Luiz Fernando Rodrigues, Diretor da Arquivo Contabilidade.

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Paulo Redel2020-03-24T18:01:23+00:0024 de março de 2020|Sem categoria|