Efeitos da pandemia na desigualdade de gênero

Publicado em 16 de março de 2022. Normas, alíquotas e prazos citados podem ter mudado desde então. Para o caso da sua empresa, fale com a Arquivo.
Mesmo com o crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) em todo o mundo na última década, a desigualdade de poder entre homens e mulheres ainda parece estar longe do fim. A pandemia fomentou a desigualdade de gênero e, segundo pesquisas, a paridade deve ser atingida somente daqui a 135,6 anos.
O Relatório de Desigualdade Econômica de Gênero apontou que as mulheres ainda encontram barreiras na economia, política e no local de trabalho. Se considerarmos apenas a diferença econômica de gênero, os números são ainda mais alarmantes: aproximadamente mais 267,6 anos para a diferença ser cerrada.
Essa diferença, ainda segundo o Fórum Econômico Mundial (WEF), acontece por conta da disparidade entre as rendas de colaboradores do sexo masculino e feminino, culminado com a escassez de mulheres ocupando os cargos de liderança.
A pandemia impactou fundamentalmente a igualdade de gênero no local de trabalho e em casa, retrocedendo anos de progresso. Para uma economia futura dinâmica, de acordo com a diretora Administrativa do WEF, é vital que as mulheres estejam representadas nos empregos de amanhã.
Cerca de 55% das mulheres adultas estão no mercado de trabalho mundial, contra 78% dos homens. Além de, na média, terem os vencimentos menores do que seus colegas de profissão, as colaboradoras do sexo feminino também precisam lutar contra a “penalidade de maternidade”, ou seja, preconceitos na contratação, salários iniciais e percepção de competência, enquanto os pais podem se beneficiar de serem pais.
Da mesma forma, caso tenham seu próprio negócio, o preconceito contra as mulheres pode significar que elas lutam para ter acesso ao capital de que necessitam para crescer e melhorar suas companhias.
Mas afinal de contas, o que aconteceria se a participação no mercado de trabalho fosse equiparada? Diversos estudos chegaram em formas diferentes à conclusões similares. Um deles, realizado pelo Banco Mundial, calcula que a riqueza total no mundo teria uma alta de 14% se fosse alcançada a igualdade salarial entre homens e mulheres.
No mundo todo, para os 141 países analisados, a perda em riqueza de capital humano devido à desigualdade de gênero é estimada em US$ 160 trilhões, cerca de duas vezes o valor do PIB global.
Atualmente, a Arquivo Contabilidade conta com mais de 70% do seu quadro colaborativo composto por mulheres, inclusive em cargos de liderança. O escritório atingiu os elevados números incentivando e proporcionando o desenvolvimento dos funcionários. Especialistas garantem que, para ajudar a construir um mundo coeso com a igualdade no seu centro, as empresas precisam de começar a abordar a paridade de gênero para reduzir a desigualdade econômica entre gêneros para as gerações futuras.



