Saiba como os saques do FGTS podem ser o que faltava para iniciar seu negócio próprio

Publicado em 20 de setembro de 2019. Normas, alíquotas e prazos citados podem ter mudado desde então. Para o caso da sua empresa, fale com a Arquivo.
Em meio à onda de desemprego que atinge mais de 12 milhões de pessoas, conforme o IBGE, este ano o país alcançou a marca recorde de 8,1 milhões de MEIs (Microempreendedores individuais). As recentes mudanças nas regras do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), que permitem saque do fundo são estímulos para o surgimento de novos MEIs.
As medidas econômicas têm previstas duas modalidades de acesso ao fundo. O primeiro é uma retirada imediata, de até R$ 500 para contas ativas (do emprego atual) ou inativas (de empregos antigos). Já por meio do saque aniversário, a partir de 2020, o brasileiro terá a opção de sacar uma parte do FGTS todos os anos, mas, em contrapartida, perde o direito de receber todo o dinheiro em caso de demissão.
A liberação dos saques deve abranger 96 milhões de brasileiros, segundo o Ministério da Economia. O calendário divulgado pelo governo indica que a partir de 13 de setembro, os valores começam a ser liberados. Atualmente, há cerca de 260 milhões de contas ativas e inativas no FGTS. Desse total, cerca de 211 milhões (80%) têm saldo de até R$ 500. A previsão é que, em um período de 12 meses, R$ 42 bilhões sejam injetados na economia.
Para o trabalhador que exerce funções enquadradas nas atividades de microempreendedor, é uma chance de tornar o próprio negócio mais formal.
Para realizar o cadastro como MEI, os empresários não podem faturar mais que R$ 81 mil mensais e devem pagar uma contribuição mensal entre R$50,90 e R$55,90. Em contrapartida, se tornam autônomos legalizados, com impostos menores, direito à aposentadoria, auxílio doença e auxílio maternidade.
O sonho de ter um negócio próprio é comum a 33% da população. Em 2018, dois em cada cinco brasileiros com idades entre 18 e 64 anos estavam a frente de um empreendimento ou desejavam iniciar a carreira de empresário. Ainda no ano passado, cerca de 52 milhões de brasileiros estavam envolvidos em uma atividade de empreendedorismo. Os dados mencionados são da mais recente pesquisa GEM (Global Entrepreneurship Monitor), que contou com o apoio do Sebrae.
Os números apontaram ainda que, 56% dos brasileiros afirmam que o “medo de fracassar” não se configura como um argumento forte o suficiente que impediria a ideia de começar um empreendimento, caso essa decisão fosse tomada.
Fonte: jornalcontabil



